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  • Carlos Rio

A Mata de folhosas e pinhal entre apúlia e Fão - o documentário



A Gineta é o animal que vive nesta Mata que me fez continuar a trabalhar esta área do PNLN depois do lançamento do meu último livro: "PNLN Selvagem - Do estuário à floresta".

Fascina-me o facto de ser "misteriosa"... nocturna... ser um animal que ora parece um gato, ora parece um esquilo! Percorre a mata densa, escura como breu, como se andasse a passear na iluminada 5ª Avenida em Nova Iorque! Maioritariamente desloca-se no cimo das árvores saltando entre elas com uma leveza indescritível. Desce e vem caçar alguns micro roedeores que vivem dentro da floresta! Este é um dos locais perferidos da Gineta para caçar ratos! As câmaras de armadilhagens espelhadas por toda a Mata mostraram que aqui era um ponto de caça. As árvores caídas com uma grande raíz por baixo e que serve de "condomínio" dos ratos está no sítio certo para a Gineta: coloca-se no ponto alto e espera que os ratos saiam para procurar comida!


Mas há muitos mais animais selvagens nesta Mata e que, tal como a Gineta, correm o risco de desaparecerem. São muitos os problemas, as dificuldades, as incompreensões, que estão a colocar este espaço natural num sério perigo. Essa é a razão pela qual decidi produzir algo que deixe para as gerações futuras um documento que mostre a biodiversidade da Mata, um documento que mostre a vida selvagem, a flora, a agricultura adjacente à Mata, a actividade humana que pode haver e pode ser útil à manutençao deste espaço, que ponha técnicos, utilizadores, proprietários, a falarem sobre a Mata. Não sei se será muita presunção da minha parte chamar-lhe documentário, mas pelo menos fica a intenção. Perguntam-me o que quero fazer com este documentário: é para passar na televisão? Eu respondo que isso não me interessa para nada, é para passar onde seja preciso, útil, chame a atenção, consciencialize, desperte, acorde e prevaleça no futuro, para as próximas gerações, como um documento que ajudou a proteger de forma séria a Mata ou que sirva de memória e mostre o previlégio que foi termos este mundo selvagem junto a casa e permitimos e fomos coniventes com a sua destruição!


É complicado filmar ou fotografar a vida selvagem, as coisas não acontecem quando queremos, mas quando a natureza deixa e nem sempre deixa...

Conto com a colaboração de colegas da fotografia, da ciência, das actividades culturais e do desporto, de gente da agricultura... Gente que vai aos poucos formandp toda a equipa! Não será fácil de qualquer maneira realizar e produzir este documentário: equipamentos novos que são necessários adquirir, centenas de horas no campo e em frente de um computador, muito tempo de estudo, prescindir de trabalhos para poder concretizar este especificamente. Por todas estas razões os apoios são fundamentais e precisos e, por isso, abro desta forma a possibilidade de quem desejar apoiar este projecto, quem desejar ficar ligado a um documentário que vai marcar com certeza o futuro deste pedaço selvagem do PNLN, com o seu apoio, que entre em contacto comigo quer sejam apoios individuais, através de empresas ou instituições, entidades oficiais. O trabalho já começou no campo com muita recolha de imagens da vida selvagem, já se começou a fazer a lista dos intervenientes para qus se possam convidar, a escrever o guião... Já se trabalha a sério!



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